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Podcast JR Entrevista

Podcast JR Entrevista

By: RECORD
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O JR Entrevista é um programa multiplataforma em que apresentadores e repórteres entrevistam figuras de destaque dos três poderes. O programa é gravado nos estúdios da RECORD Brasília, e é transmitido pelo canal do Jornal da Record no YouTube, pelo portal R7, pela Record News e pelo PlayPlus.RECORD Politics & Government
Episodes
  • Dario Durigan prevê aprovação do fim da escala 6x1 no Senado antes do recesso
    Jul 2 2026

    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (1º) é o ministro da Fazenda, Dario Durigan. À jornalista Flávia Alvarenga, ele falou sobre a expectativa do governo federal em aprovar o fim da escala de trabalho 6x1 no Senado antes do recesso parlamentar. Segundo o ministro, a proposta alcançou um “grau de maturidade” suficiente para que o Congresso tome essa decisão.

    “Não é simples, porque a agenda do Congresso está apertada, o tempo está curto, mas eu acho que, olhando para o grande apelo que essa matéria tem, para o grau de maturidade que esse debate alcançou no país, está na hora de o Congresso dar esse passo também no Senado e aprovar o fim da escala 6x1”, afirmou.

    Durigan classificou a mudança como um debate sobre a desigualdade no mundo do trabalho. Ele apresentou dados mostrando que três em cada dez brasileiros seguem na escala 6x1, enquanto sete em cada dez já trabalham no modelo 5x2. “Quem que está na escala 6x1? Quem ganha menos, trabalhador negro, trabalhador mulher, quem não tem tempo de se capacitar para ter um grau a mais ali de formação”, afirmou.

    O ministro argumentou que o atual cenário econômico é favorável para a transição, citando os baixos índices de desemprego e o recorde de mais de 100 milhões de pessoas ocupadas no país. “Nós estamos no momento no Brasil com a mínima de desemprego. O mercado de trabalho tá aquecido”, disse Durigan, ressaltando que essa é a hora de aproveitar que a economia “está bem” para que os trabalhadores e empresas se acomodem ao novo modelo.

    Sobre o impacto nas empresas, o ministro defendeu que a redução da jornada deve ser acompanhada de ganhos de produtividade. “O trabalhador vai continuar sendo cobrado por eficiência. Não é que ele vai trabalhar a menos, então, ele vai ter que entregar menos. Ele vai continuar tendo que entregar bastante”, ponderou.

    Durigan relembrou a redução da jornada de trabalho de 48 para 44 horas semanais na Constituição de 1988. Ele pontuou que, na época, também houve reclamações sobre possíveis aumentos de custos, mas que a transição foi bem-sucedida.

    Para o ministro, o fim da escala 6x1 alinha o Brasil ao que o resto do mundo já reconheceu: a necessidade de um dia a mais de descanso para saúde e capacitação do trabalhador. Ele reforçou que, apesar da agenda apertada do Congresso, acredita na aprovação da PEC pelo Senado nos próximos meses.

    O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

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    32 mins
  • Presidente do Conselho Nacional do Sesi projeta futuro com inovação e IA
    Jun 30 2026

    O convidado do JR ENTREVISTA desta segunda-feira (29) é o presidente do Conselho Nacional do Sesi, Fausto Augusto Junior. À jornalista Lívia Veiga, ele falou sobre a trajetória de oito décadas da instituição, completadas em 2026, e como o Sesi se consolidou como um pilar fundamental para o desenvolvimento social e industrial do Brasil, alcançando 90% de reconhecimento entre a população.Segundo o gestor, o Sesi nasceu em 1946 para viabilizar direitos sociais básicos e, hoje, atua de forma complementar ao Estado para levar inovação e serviços essenciais onde o setor público enfrenta dificuldades.O destaque, na avaliação dele, é a metodologia Steam e a robótica, que servem como ferramentas de letramento tecnológico e organização curricular. “Nós acreditamos que o século 21 demanda uma nova educação, que muitas vezes o Estado tem muita dificuldade de trazer essa inovação. Nosso papel é apresentar inovações”, afirmou o entrevistado ao explicar como a robótica ajuda a trabalhar competências como matemática e trabalho em grupo.Na vertente social, a EJA (Educação de Jovens e Adultos) permanece como um “carro-chefe”, com o objetivo de elevar a escolaridade de quem foi afastado da escola. O presidente enfatizou a importância de levar o ensino até o local de trabalho.“Como é que eu faço para trazer a escola para esse mundo? [...] Nós estamos dentro das empresas, dentro dos canteiros de obra, nós estamos dentro dos presídios, nós estamos junto com os catadores.” A meta, segundo ele, é adaptar o ensino às demandas reais do trabalhador, integrando a educação básica à qualificação profissional.A saúde do trabalhador também passou por transformações, evoluindo do atendimento médico básico para a gestão de segurança e promoção de saúde preventiva.Com quase 1 milhão de vacinas aplicadas em parceria com o SUS no último ano, o Sesi agora foca em doenças crônicas e no bem-estar psíquico. “Estamos tendo que lidar agora com a questão da saúde mental, que é algo que sempre esteve presente, mas principalmente pós-pandemia, a gente viu um emergir muito mais relevante dessa questão”, destacou Junior.A inovação tecnológica, incluindo a Inteligência Artificial, já é uma realidade na gestão do Sesi, sendo utilizada para criar planos educacionais individualizados e expandir a telemedicina.Um exemplo citado foi a operação de saúde no Marajó, realizada via barco, com suporte de equipes em outras capitais. Para ele, a tecnologia deve ser usada para o bem comum. “A IA ajuda a gente sair da burocracia. Muita coisa que era burocracia, seja do professor, seja da área da saúde, faz com que isso seja acelerado”, afirmou.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

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    31 mins
  • Presidente do CFM defende rigor no ensino médico e na estética
    Jun 25 2026

    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (24) é o presidente do CFM (Conselho Federal de Medicina), José Hiran Gallo. Ao jornalista Thiago Nolasco, ele falou sobre a medida provisória que cria o Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica), a qualidade do ensino médico no Brasil, a distribuição de profissionais pelo país e temas relacionados à segurança dos pacientes.

    Durante a conversa, Gallo manifestou apoio ao exame de proficiência, mas criticou o modelo da Medida Provisória 1.370, defendendo que a avaliação seja aplicada pelo próprio CFM e não pelo Inep. Ele argumentou que a prova deve ser mais rigorosa, com pelo menos 300 questões e uma etapa prática. “Medicina não tem como você aprender a distância. Medicina tem que ser ao lado de um paciente”, afirmou.

    O presidente do conselho demonstrou preocupação com a qualidade das 450 faculdades de medicina no país, citando que, no último Enamed, cerca de 14 mil estudantes tiveram notas insuficientes. Gallo criticou a falta de hospitais universitários e de fiscalização do MEC na abertura desses cursos. “Quando você quer destruir um país, destrua a educação. Aí fica tudo fácil".

    Sobre a distribuição de profissionais, Gallo afirmou que o Brasil possui médicos suficientes (750 mil), mas que faltam políticas públicas para fixá-los no interior e ampliar as vagas de residência médica. Ele também pontuou que o “achatamento salarial” e as dívidas do Fies dificultam o início da carreira dos jovens médicos.

    Na área de segurança do paciente, o dirigente explicou o banimento do PMMA (polimetilmetacrilato) para fins estéticos devido aos riscos de necrose e morte, reforçando que “estética chega, porque tem outros produtos melhores e que não são nefrotóxicos”. Gallo também alertou sobre o uso de “canetas emagrecedoras” sem prescrição e concluiu afirmando que, apesar dos avanços tecnológicos, a inteligência artificial jamais substituirá o diagnóstico humano feito pelo médico.

    O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

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    32 mins
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