• Dario Durigan prevê aprovação do fim da escala 6x1 no Senado antes do recesso
    Jul 2 2026

    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (1º) é o ministro da Fazenda, Dario Durigan. À jornalista Flávia Alvarenga, ele falou sobre a expectativa do governo federal em aprovar o fim da escala de trabalho 6x1 no Senado antes do recesso parlamentar. Segundo o ministro, a proposta alcançou um “grau de maturidade” suficiente para que o Congresso tome essa decisão.

    “Não é simples, porque a agenda do Congresso está apertada, o tempo está curto, mas eu acho que, olhando para o grande apelo que essa matéria tem, para o grau de maturidade que esse debate alcançou no país, está na hora de o Congresso dar esse passo também no Senado e aprovar o fim da escala 6x1”, afirmou.

    Durigan classificou a mudança como um debate sobre a desigualdade no mundo do trabalho. Ele apresentou dados mostrando que três em cada dez brasileiros seguem na escala 6x1, enquanto sete em cada dez já trabalham no modelo 5x2. “Quem que está na escala 6x1? Quem ganha menos, trabalhador negro, trabalhador mulher, quem não tem tempo de se capacitar para ter um grau a mais ali de formação”, afirmou.

    O ministro argumentou que o atual cenário econômico é favorável para a transição, citando os baixos índices de desemprego e o recorde de mais de 100 milhões de pessoas ocupadas no país. “Nós estamos no momento no Brasil com a mínima de desemprego. O mercado de trabalho tá aquecido”, disse Durigan, ressaltando que essa é a hora de aproveitar que a economia “está bem” para que os trabalhadores e empresas se acomodem ao novo modelo.

    Sobre o impacto nas empresas, o ministro defendeu que a redução da jornada deve ser acompanhada de ganhos de produtividade. “O trabalhador vai continuar sendo cobrado por eficiência. Não é que ele vai trabalhar a menos, então, ele vai ter que entregar menos. Ele vai continuar tendo que entregar bastante”, ponderou.

    Durigan relembrou a redução da jornada de trabalho de 48 para 44 horas semanais na Constituição de 1988. Ele pontuou que, na época, também houve reclamações sobre possíveis aumentos de custos, mas que a transição foi bem-sucedida.

    Para o ministro, o fim da escala 6x1 alinha o Brasil ao que o resto do mundo já reconheceu: a necessidade de um dia a mais de descanso para saúde e capacitação do trabalhador. Ele reforçou que, apesar da agenda apertada do Congresso, acredita na aprovação da PEC pelo Senado nos próximos meses.

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  • Presidente do Conselho Nacional do Sesi projeta futuro com inovação e IA
    Jun 30 2026

    O convidado do JR ENTREVISTA desta segunda-feira (29) é o presidente do Conselho Nacional do Sesi, Fausto Augusto Junior. À jornalista Lívia Veiga, ele falou sobre a trajetória de oito décadas da instituição, completadas em 2026, e como o Sesi se consolidou como um pilar fundamental para o desenvolvimento social e industrial do Brasil, alcançando 90% de reconhecimento entre a população.Segundo o gestor, o Sesi nasceu em 1946 para viabilizar direitos sociais básicos e, hoje, atua de forma complementar ao Estado para levar inovação e serviços essenciais onde o setor público enfrenta dificuldades.O destaque, na avaliação dele, é a metodologia Steam e a robótica, que servem como ferramentas de letramento tecnológico e organização curricular. “Nós acreditamos que o século 21 demanda uma nova educação, que muitas vezes o Estado tem muita dificuldade de trazer essa inovação. Nosso papel é apresentar inovações”, afirmou o entrevistado ao explicar como a robótica ajuda a trabalhar competências como matemática e trabalho em grupo.Na vertente social, a EJA (Educação de Jovens e Adultos) permanece como um “carro-chefe”, com o objetivo de elevar a escolaridade de quem foi afastado da escola. O presidente enfatizou a importância de levar o ensino até o local de trabalho.“Como é que eu faço para trazer a escola para esse mundo? [...] Nós estamos dentro das empresas, dentro dos canteiros de obra, nós estamos dentro dos presídios, nós estamos junto com os catadores.” A meta, segundo ele, é adaptar o ensino às demandas reais do trabalhador, integrando a educação básica à qualificação profissional.A saúde do trabalhador também passou por transformações, evoluindo do atendimento médico básico para a gestão de segurança e promoção de saúde preventiva.Com quase 1 milhão de vacinas aplicadas em parceria com o SUS no último ano, o Sesi agora foca em doenças crônicas e no bem-estar psíquico. “Estamos tendo que lidar agora com a questão da saúde mental, que é algo que sempre esteve presente, mas principalmente pós-pandemia, a gente viu um emergir muito mais relevante dessa questão”, destacou Junior.A inovação tecnológica, incluindo a Inteligência Artificial, já é uma realidade na gestão do Sesi, sendo utilizada para criar planos educacionais individualizados e expandir a telemedicina.Um exemplo citado foi a operação de saúde no Marajó, realizada via barco, com suporte de equipes em outras capitais. Para ele, a tecnologia deve ser usada para o bem comum. “A IA ajuda a gente sair da burocracia. Muita coisa que era burocracia, seja do professor, seja da área da saúde, faz com que isso seja acelerado”, afirmou.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

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  • Presidente do CFM defende rigor no ensino médico e na estética
    Jun 25 2026

    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (24) é o presidente do CFM (Conselho Federal de Medicina), José Hiran Gallo. Ao jornalista Thiago Nolasco, ele falou sobre a medida provisória que cria o Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica), a qualidade do ensino médico no Brasil, a distribuição de profissionais pelo país e temas relacionados à segurança dos pacientes.

    Durante a conversa, Gallo manifestou apoio ao exame de proficiência, mas criticou o modelo da Medida Provisória 1.370, defendendo que a avaliação seja aplicada pelo próprio CFM e não pelo Inep. Ele argumentou que a prova deve ser mais rigorosa, com pelo menos 300 questões e uma etapa prática. “Medicina não tem como você aprender a distância. Medicina tem que ser ao lado de um paciente”, afirmou.

    O presidente do conselho demonstrou preocupação com a qualidade das 450 faculdades de medicina no país, citando que, no último Enamed, cerca de 14 mil estudantes tiveram notas insuficientes. Gallo criticou a falta de hospitais universitários e de fiscalização do MEC na abertura desses cursos. “Quando você quer destruir um país, destrua a educação. Aí fica tudo fácil".

    Sobre a distribuição de profissionais, Gallo afirmou que o Brasil possui médicos suficientes (750 mil), mas que faltam políticas públicas para fixá-los no interior e ampliar as vagas de residência médica. Ele também pontuou que o “achatamento salarial” e as dívidas do Fies dificultam o início da carreira dos jovens médicos.

    Na área de segurança do paciente, o dirigente explicou o banimento do PMMA (polimetilmetacrilato) para fins estéticos devido aos riscos de necrose e morte, reforçando que “estética chega, porque tem outros produtos melhores e que não são nefrotóxicos”. Gallo também alertou sobre o uso de “canetas emagrecedoras” sem prescrição e concluiu afirmando que, apesar dos avanços tecnológicos, a inteligência artificial jamais substituirá o diagnóstico humano feito pelo médico.

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  • Rogério Marinho associa cúpula do governo Lula à ‘gênese’ do Master na Bahia
    Jun 19 2026

    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (22) é o líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN). Ao jornalista Thiago Nolasco, ele falou sobre as investigações da Operação Cúmplice Zero, criticou a condução de inquéritos no STF (Supremo Tribunal Federal) e detalhou propostas de segurança pública para a pré-campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência.O senador afirmou que o crescimento do Banco Master, alvo de investigações recentes, teve origem em decisões tomadas durante gestões petistas no governo da Bahia. Marinho citou nominalmente o ministro da Casa Civil, Rui Costa, e o senador Jaques Wagner. De acordo com o parlamentar, o processo começou com a venda do Credcesta, instituição estadual que atendia servidores públicos.“O Banco Master começa a existir e com esse tamanho [...] a partir de uma decisão tomada pelo governo da Bahia, do atual e do ex-chefe da Casa Civil do governo do Lula, o Rui Costa, e do então secretário de governo, o Jaques Wagner”, declarou Marinho. Ele classificou a relação como uma “promiscuidade” iniciada no estado e afirmou que a instituição se tornou protagonista no mercado financeiro sob o “benefício e conivência do poder público”.Ao comentar a situação jurídica do país, Marinho disse que o Brasil vive hoje uma “jurisprudência da exceção”. O senador criticou a duração do inquérito das fake news e a centralização de funções em magistrados do STF. “O ministro [Alexandre de Moraes], ele é vítima e é juiz, é carcereiro e executor da pena”, afirmou o líder da oposição.O parlamentar também afirmou que o sistema judiciário brasileiro tem sido questionado internacionalmente. Segundo Marinho, cortes de países como Itália e Espanha negaram extradições por entenderem que havia “excessos por parte do judiciário brasileiro, que não estava cumprindo o devido rito legal”.Marinho apresentou as diretrizes de segurança pública defendidas pela pré-campanha de Flávio Bolsonaro, incluindo a redução da maioridade penal para 16 anos (e 14 anos em casos de crimes hediondos) e o fim da progressão de regime para condenados por crimes hediondos. Ele também defendeu o uso obrigatório de tornozeleiras eletrônicas para todos os cidadãos que possuam medidas protetivas contra si em casos de violência contra a mulher.No encerramento, o senador avaliou a situação econômica do país e afirmou que o atual governo deixará uma “herança maldita” para as próximas gerações. Ele apontou um déficit nominal próximo de R$ 1 trilhão por ano e o crescimento da dívida pública. “O governo do PT é como uma praga de saúva, uma praga de gafanhoto, ele devora tudo ao seu redor”, concluiu.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

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  • JR ENTREVISTA: ‘Soberania não pode ser afetada’, diz Nelsinho Trad sobre terras raras
    Jun 18 2026

    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (17) é o senador Nelsinho Trad, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado. À jornalista Tainá Farfan, ele falou sobre os impactos econômicos das sobretarifas anunciadas pelos Estados Unidos, a importância estratégica das terras raras e as negociações para consolidar o acordo entre Mercosul e União Europeia.O senador manifestou preocupação com a possibilidade de as taxas sobre produtos brasileiros atingirem 37,5%, o que gera insegurança jurídica para os exportadores. Para Trad, o governo americano utiliza prazos de aplicação para forçar negociações, o que abre uma janela para a diplomacia brasileira. “Ainda tem tempo pra gente sentar, dialogar, ponderar e tentar reverter isso aí”, afirmou o parlamentar, defendendo que o presidente Lula promova uma reunião de alto nível com Washington.Um dos pontos centrais da entrevista foi o interesse dos EUA nos minerais estratégicos do Brasil como alternativa à dependência da China. O senador alertou que a pressão tarifária e a recente classificação de grupos criminosos brasileiros como organizações terroristas podem estar conectadas a esse interesse comercial. Nelsinho Trad defendeu a cooperação técnica para extração, mas com limites claros: “A soberania nossa não pode ser jamais afetada. Temos que utilizar a forma prática que eles têm da exploração disso para a gente poder produzir essa riqueza e que ela fique no nosso território.”Diante do cenário de protecionismo, Trad defendeu a abertura de novos mercados, destacando o acordo com a União Europeia, que abrange mais de 5.000 itens. Ele relatou reuniões com parlamentares europeus para desfazer preconceitos sobre o agronegócio brasileiro, prevendo um impacto positivo imediato com a redução de impostos em diversos setores. Segundo o senador, “um acordo quando ele é feito se pressupõe que é bom pros dois lados, senão não faz o acordo. Então a gente entende que tem tudo para ser bom pros dois lados. É um acordo de ganha ganha”.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

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  • Presidente do Sindifisco diz que Receita promove ‘asfixia financeira’ de facções
    Jun 12 2026

    O convidado do JR ENTREVISTA desta quinta-feira (11) é o presidente do Sindifisco Nacional, Dão Real. À jornalista Flávia Alvarenga, ele comentou o papel estratégico da Receita Federal na desarticulação das finanças de organizações criminosas, como o PCC e o Comando Vermelho, a importância do monitoramento de fintechs para evitar a lavagem de dinheiro e o impacto do déficit de servidores na fiscalização de portos e fronteiras do país.Segundo Real, embora o senso comum ligue o crime organizado ao tráfico de drogas e armas, facções como o PCC e o Comando Vermelho operam hoje como “conglomerados empresariais” que se infiltram na economia lícita para ocultar ativos. A Receita Federal atua justamente no rastreamento desses patrimônios, investigando beneficiários reais e fluxos financeiros clandestinos que não possuem origem declarada. “Muitas vezes o auditor fiscal se depara com a utilização de fluxos financeiros para ocultar patrimônio, ocultar ativos. E às vezes esses ativos são ativos de facções criminosas”, explicou.Um dos exemplos de maior impacto citados foi a Operação Carbono Oculto, que revelou como o crime organizado dominou toda a cadeia de combustíveis, desde refinarias até milhares de postos de gasolina. Dão Real detalhou que esses estabelecimentos eram usados para lavar dinheiro e maximizar lucros através da sonegação e da venda de produtos adulterados com metanol. “A lavagem de dinheiro é um crime. Mas a atividade que lava o dinheiro não precisaria ser uma atividade criminosa. Só que eles utilizaram atividades criminosas para lavar dinheiro, por exemplo, falsificar combustível”, avaliou.A entrevista também abordou o uso de bancos digitais e “contas bolsão” para dificultar a identificação dos verdadeiros donos do dinheiro. Real explicou que a Receita Federal precisou criar normas para equiparar as obrigações das fintechs às dos bancos tradicionais, exigindo a declaração dos CPFs dos beneficiários das movimentações. Antes desse monitoramento, o crime “descarregava” recursos nessas plataformas para “esquentar” o dinheiro por meio de fundos de investimento que, posteriormente, adquiriam bens reais e empresas legítimas.Real também destacou que a missão da Receita é complementar à da Polícia Federal. Enquanto a polícia foca nas prisões, o fisco atua na punição econômica para desestruturar a logística das facções. “A Receita é um instrumento poderoso exatamente neste componente do crime que é o financiamento, que é a asfixia financeira. Quando eu tiro o oxigênio do crime, eu combato o crime de forma mais inteligente e torno mais cara a prática criminosa”, afirmou.Apesar do avanço tecnológico e do uso de Inteligência Artificial, Real alertou que a carência de pessoal é um obstáculo crítico. Atualmente, a Receita conta com apenas 6.800 auditores ativos, cerca de metade do quadro que possuía em 2014, o que sobrecarrega a fiscalização aduaneira e o combate a fraudes estruturadas. Ele defendeu ainda a necessidade urgente de novos concursos, afirmando que a tecnologia não substitui a capacidade humana de analisar a enorme massa de dados aprendidos em operações complexas.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

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    38 mins
  • Elbia Gannoum destaca potencial do Brasil para liderar a transição energética
    Jun 11 2026

    A convidada do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (10) é a presidente da ABEEólica (Associação Brasileira de Energia Eólica) e vice-presidente da GWEC (Global Wind Energy Council), Elbia Gannoum. À jornalista Lívia Veiga, ela falou sobre a posição estratégica do Brasil na corrida global pela transição energética, destacando que o país possui uma das matrizes elétricas mais limpas do mundo. Segundo Gannoum, o Brasil vive hoje um “bônus verde” que precisa ser transformado em vantagem competitiva real para atrair investimentos e impulsionar a economia.Gannoum explica que, embora o Brasil utilize fontes renováveis há décadas, a valorização global desses recursos ganhou força após o Acordo de Paris, em 2015. Com a Europa passando a exigir produtos de baixo carbono a partir de 2026, o Brasil tem uma oportunidade estratégica única. “O Brasil é o país mais renovável do mundo. Estamos num processo de construção para transformar a vantagem comparativa em vantagem competitiva”, afirmou a especialista durante a entrevista.Um dos pontos centrais da discussão foi o paradoxo da sobra de energia durante o dia. Com o avanço da geração solar em telhados, o sistema produz em excesso entre as 10h e 16h, o que muitas vezes força o desligamento de grandes usinas por segurança. Para corrigir esse desperdício, ela defende o uso de baterias para armazenar o excesso e a adoção de tarifas mais baratas que incentivem o consumo nesse horário.O impacto socioeconômico do setor também foi pauta, com foco no Nordeste, que concentra 95% da produção eólica do país. Gannoum apresentou números que comprovam o alto retorno desses investimentos para a sociedade. “A cada R$ 1 que você investe em energia renovável, você devolve R$ 3 para a economia brasileira”. Esse fluxo financeiro foi fundamental para que o PIB (Produto Interno Bruto) da região crescesse 21% nos últimos 15 anos e o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) local saltasse 20% nas áreas que abrigam os parques eólicos.Apesar do otimismo, há um alerta sobre a perda de liderança para países como a China, que hoje domina o mercado global de transição energética. Elbia aponta que o Brasil está relativamente atrasado na regulamentação de leis cruciais, como as de eólicas offshore e hidrogênio verde, o que gera insegurança jurídica. Ela também criticou o descompasso entre o Executivo e o Legislativo, que por vezes aprova leis que contrariam o planejamento técnico e encarecem o sistema.Para o futuro, a aposta do setor reside na descarbonização da indústria e na atração de centros de dados de alta tecnologia. Gannoum reforça que a energia deve ser vista como uma alavanca de industrialização e crescimento do PIB. “O Brasil tem todas as condições para ocupar esse espaço... ele não precisa mais discutir o que tem que ser feito, ele precisa fazer”, concluiu, enfatizando a “urgência do presente” para que o país não perca a janela de oportunidade global.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

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  • Welber Barral analisa riscos de sanções e o futuro do comércio brasileiro
    Jun 4 2026

    O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (3) é o jurista Welber Barral. À jornalista Lívia Veiga, ele falou sobre a decisão dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas, o avanço do acordo entre Mercosul e União Europeia e a disputa tecnológica entre China e Índia no âmbito da OMC.Barral explicou que a inclusão de grupos como o PCC e o CV (Comando Vermelho) na lista de organizações terroristas estrangeiras amplia as sanções e cria um “risco sistêmico” para a economia brasileira. Segundo ele, o perigo atinge investidores com relações mesmo que indiretas com essas entidades. “Um investidor estrangeiro, por exemplo, que compre uma empresa no Brasil e essa empresa se abasteça num posto do PCC, ele pode ser processado nos Estados Unidos”, afirmou.O jurista alertou que a medida deve elevar drasticamente os custos de fiscalização, afetando especialmente instituições financeiras e fintechs. “Vai aumentar o custo de compliance, vai aumentar o custo de diligências para comprovar que não há nenhuma relação com essas organizações agora terrorísticas”, disse. Ele lembrou que setores como a mineração são particularmente vulneráveis por ainda carecerem de mecanismos rígidos de controle e transparência.Ao comentar o acordo entre Mercosul e União Europeia, Barral destacou que a negociação avançou porque a Europa buscou alternativas comerciais às políticas protecionistas de Washington. Ele observou que o agronegócio brasileiro será o maior beneficiado com a queda imediata de barreiras tarifárias, enquanto o setor industrial nacional deverá se preparar para uma concorrência europeia mais agressiva em áreas como máquinas e equipamentos.Barral também ressaltou sua recente indicação para um painel de arbitragem na OMC (Organização Mundial do Comércio), onde analisará uma disputa entre China e Índia sobre subsídios em carros elétricos e energias renováveis. Para ele, o caso é um marco para a economia do futuro. “A discussão jurídica sobre a validade ou não dessas políticas industriais vai estar em causa e, por isso, vai ser um precedente bastante importante”, declarou.O especialista criticou a lentidão do processo decisório no Brasil, o que pode fazer o país perder oportunidades estratégicas em áreas como a transição energética e a exploração de terras raras. Para Barral, o país precisa de uma estratégia de Estado que supere a polarização política. “Agora é um momento de geoeconomia. É um momento em que a economia se tornou um problema geopolítico”, observou.Ao encerrar a entrevista, o jurista concluiu que o cenário internacional se tornou mais complexo e voltado para a segurança nacional, exigindo que o Brasil profissionalize suas relações externas. “Todo o tema comercial se tornou mais complexo porque ele envolve cada vez mais questões estratégicas”, finalizou, citando que fatores como inteligência artificial e logística marítima agora definem o sucesso das nações.O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.

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