Dario Durigan prevê aprovação do fim da escala 6x1 no Senado antes do recesso
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O convidado do JR ENTREVISTA desta quarta-feira (1º) é o ministro da Fazenda, Dario Durigan. À jornalista Flávia Alvarenga, ele falou sobre a expectativa do governo federal em aprovar o fim da escala de trabalho 6x1 no Senado antes do recesso parlamentar. Segundo o ministro, a proposta alcançou um “grau de maturidade” suficiente para que o Congresso tome essa decisão.
“Não é simples, porque a agenda do Congresso está apertada, o tempo está curto, mas eu acho que, olhando para o grande apelo que essa matéria tem, para o grau de maturidade que esse debate alcançou no país, está na hora de o Congresso dar esse passo também no Senado e aprovar o fim da escala 6x1”, afirmou.
Durigan classificou a mudança como um debate sobre a desigualdade no mundo do trabalho. Ele apresentou dados mostrando que três em cada dez brasileiros seguem na escala 6x1, enquanto sete em cada dez já trabalham no modelo 5x2. “Quem que está na escala 6x1? Quem ganha menos, trabalhador negro, trabalhador mulher, quem não tem tempo de se capacitar para ter um grau a mais ali de formação”, afirmou.
O ministro argumentou que o atual cenário econômico é favorável para a transição, citando os baixos índices de desemprego e o recorde de mais de 100 milhões de pessoas ocupadas no país. “Nós estamos no momento no Brasil com a mínima de desemprego. O mercado de trabalho tá aquecido”, disse Durigan, ressaltando que essa é a hora de aproveitar que a economia “está bem” para que os trabalhadores e empresas se acomodem ao novo modelo.
Sobre o impacto nas empresas, o ministro defendeu que a redução da jornada deve ser acompanhada de ganhos de produtividade. “O trabalhador vai continuar sendo cobrado por eficiência. Não é que ele vai trabalhar a menos, então, ele vai ter que entregar menos. Ele vai continuar tendo que entregar bastante”, ponderou.
Durigan relembrou a redução da jornada de trabalho de 48 para 44 horas semanais na Constituição de 1988. Ele pontuou que, na época, também houve reclamações sobre possíveis aumentos de custos, mas que a transição foi bem-sucedida.
Para o ministro, o fim da escala 6x1 alinha o Brasil ao que o resto do mundo já reconheceu: a necessidade de um dia a mais de descanso para saúde e capacitação do trabalhador. Ele reforçou que, apesar da agenda apertada do Congresso, acredita na aprovação da PEC pelo Senado nos próximos meses.
O programa também está disponível na Record News, no R7, nas redes sociais e no RecordPlus.