• Menos Cirurgia, Mais Precisão: Consenso Internacional procura Redefinir a Abordagem Axilar pós Neoadjuvância e Babytam não é mais para todas as mulheres com DCIS e Lesões de Alto Risco
    Jun 25 2026

    O primeiro podcast discute o estudo Delphi internacional que reuniu 574 cirurgiões oncológicos mamários da Italia, Reino Unido e USA , para estabelecer consenso sobre estadiamento axilar após quimioterapia neoadjuvante em câncer de mama com linfonodos positivos. O principal resultado foi que a dissecção axilar cirurgica é a técnica preferida em pacientes cN1 que convertem para ycN0, superando a biópsia do linfonodo sentinela e a biópsia do linfonodo marcado . O consenso foi alcançado para marcar apenas um linfonodo antes da QTNeo, localizar e confirmar intraoperatoriamente sua remoção, retirar todos oslinfonodos sentinela e nódulos palpáveis anormais. A dissecção axilar não é necessária em células tumorais isoladas. Houve variação geográfica significativa, com cirurgiões americanos, holandeses, mais experientes e decentros de maior volume favorecendo mais o descalonamento cirúrgico.

    O segundo podcast discute um estud que analisou dados individuais de 1.545 mulheres com DCIS ou lesões de alto risco tratadas com tamoxifeno em dose baixa (5 mg/dia ou 10 mg em dias alternados) versus controle, com mediana deseguimento de 9,4 anos. O tamoxifeno em baixa dose reduziu significativamente os eventos de câncer de mama, mas com diferenças importantes pelo status menopausal. Em mulheres pós-menopausadas, houve redução de 49% nos eventos ipsilaterais (HR 0,41) e redução absoluta de 11,2% em 10 anos. Em pré-menopausadas, não houve redução ipsilateral significativa, porém o câncer contralateral foi reduzido em 55% (HR 0,45). Eventos adversos graves foram raros e similares entre grupos, suportando a desescalada de dose como estratégia preventiva eficaz e mais tolerável.

    Link de acesso aos artigos : https://live.makadu.group/bbn_podcast_25062026

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    34 mins
  • "Prosigna® em Mulheres ≤50 Anos com Câncer de Mama Luminal : estudo de vida real // Além do Emagrecimento: A Droga que Pode Mudar o prognóstico do Câncer Associado à Obesidade
    Jun 18 2026

    O primeiro podcast discute o estudo PROUDER-BC que avaliou retrospectivamente 567 mulheres com até 50 anos portadoras de câncer de mama estádio I-II ER+/HER2- testadas com Prosigna® em 10 hospitais da Espanha e Itália. O objetivo principal foi identificar quais subgrupos se beneficiam da quimioterapia (QT) com base norisco genômico (ROR) e status nodal. Os resultados mostraram que a QT melhorou significativamente a sobrevida livre de eventos em pacientes N0/risco intermediário e N1/risco baixo-intermediário, com benefício absoluto de 11,3% em 5 anos. Importante: esse benefício da QT pareceu ser mediado principalmente pela supressão ovariana, não pela citotoxicidade direta. Pacientes N1/alto risco tiveram prognóstico ruim mesmo com QT, sugerindo necessidade de escalonamento terapêutico.

    O segundo podcast discute um estudo que avaliou a associação entre o uso de agonistas do receptor GLP-1 (GLP-1RA) e o risco de 13 cânceres associados à obesidade emadultos obesos não diabéticos. Utilizando dados de 113 milhões de pacientes americanos (TriNetX), foram comparados 80.899 usuários de GLP-1RA com igualnúmero de pacientes em dieta ou exercício, após pareamento por escore de propensão. Com seguimento médio de 2 anos, o uso de GLP-1RA associou-se a redução significativa na incidência de cânceres (HR 0,59; IC 95% 0,53-0,67). O benefício foi consistente em homens, mulheres e diferentes faixas de IMC, mas não foi observado em pacientes negros. Tirzepatida mostrou associação mais forte que semaglutida. Estudos prospectivos são necessários para confirmar causalidade.

    Link de acesso aos artigos : https://live.makadu.group/bbn_podcast_11062026⁠

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    32 mins
  • FIRST STUDY: 1º Estudo Brasileiro sobre Crioablação no tratamento do Câncer de Mama // A supressão ovariana é necessária? SOFT e TEXT — 15 anos de Evidência
    Jun 11 2026

    O primeiro podcast discute o primeiro estudo brasileiro sobre crioablação no tratamento do câncer de mama - FIRST STUDY. Este foi um estudo prospectivo queavaliou a eficácia patológica e a segurança da crioablação guiada por ultrassom em pacientes com carcinoma invasivo de mama unifocal ≤2,5 cm, seguida de ressecção cirúrgica em 14–28 dias. Entre 48 pacientes avaliáveis, a taxa deablação invasiva completa foi 97,9% (100% para tumores ≤2,0 cm por ressonância), e a taxa global de ablação (invasiva + DCIS) foi 89,6%; apenas um caso (2,1%) apresentou resíduo invasivo. DCIS residual ocorreu em 12,5% (média 2,2 mm). A ressonância mostrou alto valor preditivo negativo (93,0%) enquanto ultrassom e mamografia foram menos precisos. Procedimento foi seguro, com uma complicação leve. Conclui-se que a crioablação é tecnicamente eficaz e bemtolerada em pacientes criteriosamente selecionados, especialmente tumores ≤2,0 cm, mas não substitui cirurgiapadrão sem confirmações em ensaios randomizadosde longo prazo.

    O segundo podcast discute o estudo SOFT E TEXT, com o objetivo de avaliar os desfechos a 15 anos dos ensaios defase III em mulheres pré‑menopáusicas com câncer de mama hormonodependente, comparando tamoxifeno (T), supressão da função ovariana (OFS) associada atamoxifeno (T+OFS) e exemestano com OFS (E+OFS).
    Resultados principais: Em SOFT, T+OFS reduziu recorrência de câncer em relação a T (15 anos: BCFI 75,7% vs 72,1%; HR 0,82, P=0,03) e E+OFS teve maior redução (BCFI 78,6%; HR vs T 0,70). Na análise combinada SOFT+TEXT, E+OFS reduziurecidiva distante versus T+OFS (HR 0,75) e mostrou tendência a menor mortalidade, com benefício absoluto de sobrevida concentrado em subgrupos de alto risco (idade muito jovem, tumores grau 3 ou recebimento prévio de quimioterapia). Em coortes de menor risco sem quimioterapia, a sobrevida global permaneceuelevada (>94%). Em fim, OFS adicionada ao ET adjuvante reduz recorrência; exemestano+OFS reduz também recidiva distante. Ganho de sobrevivência global é relevantesobretudo em subgrupos pré‑menopáusicos de alto risco, enquanto muitas pacientes de baixo risco não se beneficiam em termos de sobrevida.


    Link para acesso aos artigos:

    https://live.makadu.group/bbn_podcast_11062026

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    39 mins
  • BBN SELECTION : ASCO 2026
    Jun 5 2026

    Neste podcast discutimos alguns dos principais estudos apresentados no evento; estudos que podem impactar em nossa prática clínica e nos desfechos prognósticos de nossas pacientes.


    LInk de acesso : https://live.makadu.group/bbn_podcast_05062026⁠

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    34 mins
  • Cirurgia Conservadora + RT em Jovens Portadoras de BRCA1/2: Segurança Oncológica Versus Risco de Novo CA de Mama // Durvalumabe Neoadjuvante no TN inicial: GeparNuevo desafiando o padrão Keynote 522
    Apr 30 2026

    O primeiro podcast discute um estudo de coorte internacional retrospectivo com 4.837 mulheres com ≤40 anos e câncer de mama invasivo e mutação germinativaBRCA1/2 tratadas entre 2000–2020. Comparou-se cirurgia conservadora com radioterapia (CC +RT) versus mastectomia (com ou sem RT). Após mediana de 8,2anos, não houve diferença em sobrevida global entre CC+RT e mastectomia isolada. O intervalo livre de câncer de mama também foi similar. CC+RT teve maior risco de novo câncer mamário (evento ipsilateral ou contralateral), especialmente em portadoras de BRCA1 e tumores grau 3, enquanto BRCA2 e tumores G1–2 pareceram se beneficiar mais da conservação. Resultados reforçam manejo individualizado, importância do teste genético precoce e discussão de cirurgias redutoras de risco.

    O segundo podcast discute o estudo GeparNuevo, fase II, que avaliou 174 pacientes com TNBC inicial (cT1b‑cT4a‑d), randomizados para quimioterapia neoadjuvante padrão(nab‑paclitaxel seguido de epirrubicina/ciclofosfamida) com durvalumabe ou placebo, sem imunoterapia adjuvante. Com seguimento mediano de 86,4 meses, o durvalumabe manteve benefícios significativos em iDFS (HR 0,56), DDFS (HR 0,41) e OS (HR 0,33). As taxas em 7 anos foram, respectivamente, 73,7% vs 60,7%, 81,6% vs 62,9% e 91,6% vs 74,7% (durvalumabe vs placebo). O benefício ocorreuindependentemente de pCR e foi mais pronunciado em pacientes com linfonodos positivos. sTILs elevados na doença residual associaram‑se a excelente prognóstico. Os dados sugerem que a continuação adjuvante de bloqueio decheckpoint pode não ser necessária.

    Link de acesso aos artigos:

    https://live.makadu.group/bbn_podcast_30042026

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    32 mins
  • Desigualdades Emergentes no CA Mama: Idade, Raça e Subtipo Molecular estão Redesenhando o desfecho das Mulheres // TOUCH TRIAL – Luminal HER : Palbo + Letrozol + HP vs Paclitaxel semanal
    Apr 24 2026

    O primeiro podcast discute o estudo que analisou quase 700 mil casos de câncer de mama em mulheres nos EUA, usando bases SEER (1975–2022 e 2010–2022) para entender como idade, raça/etnia e subtipo molecular se combinam para afetar incidência e sobrevivência. Em cinco décadas, a mortalidade caiu acentuadamente em mulherescom 50 anos ou mais, mas muito menos em mulheres abaixo de 50, fazendo a razão de risco das mais jovens mais que dobrar em relação às mais velhas. Observou-se aumento proporcional de casos em mulheres asiáticas e hispânicas, que recentemente ultrapassaram as negras em frequência. Jovens negras com tumores triplo-negativos seguem com o maior risco de morte. Asiáticas têm, em geral, melhor sobrevida, mas as jovens com doença triplo-negativa apresentam pior prognóstico, destacando subgrupos de alto risco que exigem estratégias específicas de prevenção e tratamento.

    O segundo podcast discute o TOUCH TRIAL que foi um estudo fase II com 145 mulheres pós-menopáusicas com câncer de mama inicial RH+/HER2+. As pacientes receberam 16 semanas de paclitaxel semanal ou palbociclib + letrozol,ambos com trastuzumabe e pertuzumabe. O objetivo principal era testar se a assinatura gênica RBsig (alta vs baixa) previa melhor resposta patológica completa (pCR) para quimioterapia ou para o esquema com palbociclib. As taxas de pCR foram semelhantes: 32,9% com paclitaxel e 33,3% com palbociclib + letrozol. Não houve interação significativa entre RBsig e tratamento. Subtipos não luminais tiveram pCR maior que luminais. Conclusão: um esquema sem quimioterapia com palbociclib + letrozol e dupla anti‑HER2 alcança pCR comparável à quimioterapia, mas sem biomarcador claro para seleção.

    Link para artigos:

    https://live.makadu.group/bbn_podcast_23042026


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    31 mins
  • A Razão Linfonodal prognostíca melhor que o Estadiamento Anatômico convencional ? // Triplo Ataque ao SNC: Adebrelimabe, Bevacizumabe e Platina Transformando o Prognóstico do TN com Meta Cerebral
    Apr 16 2026

    O primeiro podcast discute um estudo retrospectivo com 4060 pacientes com câncer de mama submetidos à linfadenectomia axilar entre 1995‑2021 que avalioua razão linfonodal (LNR) como fator prognóstico. LNR, definida como número de linfonodos positivos dividido pelo total dissecado, mostrou correlação significativa com pior sobrevida livre de doença (DFS) e sobrevida global (OS),superando o estadiamento nodal patológico (pN). Cortes ideais aproximados foram 0,2 e 0,5, estratificando três grupos (≤0,20; 0,21–0,50; >0,50) com separação prognóstica nítida (P < 0,001). Na análise multivariada, LNR manteve-se como preditor independente robusto, com risco de recidiva e morteduas a mais de três vezes maior nos grupos de LNR intermediário e alto. Conclui-se que a LNR refina a estratificação de risco e pode orientar decisões adjuvantes.

    O segundo podcast discute um ensaio fase II, de braço único, que avaliou adebrelimabe (anti‑PD‑L1) + bevacizumabe + cisplatina/carboplatina em 35 pacientes com câncer de mama triplo‑negativo com metástases cerebrais ativas (mediana de 2 linhas prévias; 80% com doença sistêmica). A taxa de resposta objetiva intracraniana foi de 77,1% (5 respostas completas) e o benefício clínico em SNC de 80%. A mediana de PFS global foi 8,3 meses, de PFS no SNC 10,3 meses e de sobrevida global 21,1 meses. A progressão ocorreu apenas nocérebro em 32,1%, apenas fora do cérebro em 35,7% e em ambos em 32,1%. Eventos adversos grau ≥3 surgiram em 65,7%, predominantemente hematológicos, sem óbitosrelacionados. O regime mostrou atividade intracraniana robusta e segurança manejável, justificando ensaios randomizados.

    Link de acesso aos artigos : https://live.makadu.group/bbn_podcast_16042026

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    26 mins
  • Podemos prescrever o Keynote 522 para mulheres idosas com tumor TN ? // ctDNA: novo radar de doença residual no câncer de mama
    Apr 9 2026

    O primeiro podcasdt discute um estudque analisou 56.606 mulheres com câncer de mama triplo negativo não metastáticotratadas com quimioterapia neoadjuvante (NAC) ou quimioimunoterapianeoadjuvante (NACI), entre 2012 e 2022, no NCDB. O uso de NACI aumentou progressivamente, tornando‑se predominante em 2022, embora mulheres acima de 70 anos ainda a recebessem menos. Em comparação à NAC, a NACI esteve associada a maior taxa de resposta patológica completa na mama e linfonodos e a melhorsobrevida global, mesmo após ajuste por estágio, comorbidades e tipo de cirurgia. Curiosamente, mulheres acima de 70 anos apresentaram o maior ganho relativo em pCR com NACI, sugerindo que pacientes idosas com TNBC podem se beneficiar significativamente desse regime.

    O segundo podcast discute o estudo PREDICT-DNA que avaliou, em 183 pacientes com câncer de mama estágio II/IIIHER2+ ou triplo‑negativo tratados com terapia neoadjuvante, se um teste de DNA tumoral circulante (ctDNA) ultrassensível poderia predizer resposta patológica completa (pCR) e risco de recorrência. O objetivo primário falhou: ctDNA indetectável após neoadjuvante (T1) não discriminou bem pCR de não‑pCR (valor preditivo negativo 60%). Porém, ctDNA detectável em T1 foi fortemente prognóstico de recorrência, independente de pCR (HR 8,9). Após cirurgia ( até 12 meses), ctDNA positivo identificou pacientes com risco extremo de recaída (HR 128), enquanto ctDNA negativo associou‑se a sobrevida livre de doença invasiva em 5 anos de 94%. Os autores sugerem uso futuro para escalonamento e desescalonamento terapêutico guiado por ctDNA.

    Link de acesso ao artigo:

    https://live.makadu.group/bbn_podcast_09042026

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    36 mins