O Mundial de 2006 é um dos mais memoráveis para Portugal. Depois do terceiro lugar alcançado em 1966, foi na Alemanha que os portugueses ficaram mais perto de superar essa classificação – chegaram às meias-finais, perderam com a França e, em vez da final, tiveram de se contentar em disputar o jogo de atribuição do terceiro e quarto lugares com a Alemanha, com a selecção da casa a vencer.
Até lá chegar, a selecção comandada pelo brasileiro Luiz Felipe Scolari tinha terminado em primeiro lugar o seu grupo, composto também pelo México, Angola e Irão. Três jogos e outras tantas vitórias. Seguiram-se os Países Baixos e um jogo que ficou para a história como aquele em que mais cartões foram exibidos: 20.
A “batalha de Nuremberga”, como ficou conhecida a partida, foi ganha pelos portugueses, com um golo de Maniche, que permitiu à selecção seguir para os quartos-de-final, onde teria pela frente a Inglaterra. No duelo com os ingleses o nulo inicial só seria desfeito no desempate por penáltis, com Portugal a festejar no final e a marcar o tal encontro com a França, nas “meias”.
Na selecção portuguesa ainda liderava Figo, continuava a brilhar Deco e começava a deslumbrar Cristiano Ronaldo, o “menino” de Scolari. Mas, apesar da qualidade dessa selecção portuguesa, o sonho de chegar à final e poder discutir o título de campeão do mundo não deixou de ser apenas uma miragem.
Este é o quarto episódio do podcast do PÚBLICO 8 Mundiais: Eu estive lá, uma viagem no tempo, pelo passado de todas as selecções de Portugal que chegaram ao Mundial, com sonoplastia de Margarida Adão. O relato é de Rui Miguel Mendonça e a capa de João Mota.
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