• Um homem célebre | Conto
    Jun 29 2026

    Conto “Um homem célebre”, de Machado de Assis, publicado na Gazeta de Notícias, em 29 de junho de 1888, presente no livro Várias Histórias (1896), lido por Victor Creti.


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    - Apresentação: Eugênia Fraietta e Victor Creti;

    - Direção de gravação e Edição: Victor Creti;

    - Arte original: Eugênia Fraietta;

    - Design das capas e episódios: Victor Creti;

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    27 mins
  • Sem olhos | Entrevista com Adérito Schneider
    Jun 16 2026

    O narrador convoca seis personagens para um chá amigável: os anfitriões - casal Vasconcelos -, o Sr. Bento Soares e sua esposa, Dona Maria do Céu, o bacharel Antunes e o Desembargador Cruz. O leitor não espera muito para que o Desembargador Cruz tome a narrativa e comece a contar uma história de seu passado com o intuito de provar seu ponto: a existência de fantasmas não pode ser absolutamente negada. A certa altura de sua história, um seu personagem lhe toma a narrativa: Damasceno Rodrigues, seu vizinho de quarto daqueles tempos de estudante, “alquebrado e encanecido”, entre simpático e lunático.


    Machado que cria um narrador que cria o Desembargador Cruz que conta a história que ouviu de Damasceno que via uma fantasma. Por meio dessa “quadrilha” de narradores, Machado oferece um conto entre cautelar e fantástico, entre fáustico e sobrenatural: história de fantasma ou advertência aos perigos do adultério? resgate de uma memória de juventude ou pura invencionice de um jovem disposto a conversar com o próprio diabo para escrever uma novela? censura ou denúncia? É Damasceno quem inventa a fantasma ou é o Desembargador Cruz quem inventa Damasceno que inventa a fantasma?


    Para este episódio, nosso convidado é o Adérito Schneider, jornalista de formação, professor do curso de cinema e audiovisual do IFG, escritor e sommelier de narrativas de terror e mistério. Conversamos sobre o conto de mistério e terror, sobre narrativas em moldura, sobre a função do medo e da loucura, sobre a ambiguidade do fantasma, sobre quantos clímax um conto pode ter e, sobretudo, sobre como Machado lida com toda essa tradição e entrelaça esses elementos neste conto que mais parece um redemoinho. Ficar tonto faz parte, ouvinte.


    Sugestões de leitura:

    O medo en abîme: o fantástico à luz do realismo no conto “Sem Olhos” de Machado de Assis, Fábio Waki

    O realismo e o fantástico no conto “Sem olhos”, de Machado de Assis: uma investigação cronotópica, Larissa Ingrid Pinheiro de França Bezerra e Newton de Castro Pontes

    Tênebra: narrativas brasileiras de horror [1839-1899], org. Júlio França e Oscar Nestarez


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    - Entrevistado: Adérito Schneider;

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    1 hr and 13 mins
  • O ilustre Menezes | Conto
    Jun 8 2026

    Conto “O ilustre Menezes”, de Nélida Piñon, presente na coletânea Missa do galo: variações sobre um mesmo tema (1977), lido por Victor Creti.


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    39 mins
  • Missa do Galo | Entrevista com Tom
    Jun 2 2026

    Missa do galo é uma espécie de arqui-conto; de ambiente rigorosamente limitado, restrito, abafado, parece ser uma espécie de mímesis da própria estrutura modelar do gênero, mas seria também, uma espécie de emulação da própria estrutura do casamento burguês? Do próprio enclausuramento da mulher?


    O conto que começa com o narrador, Nogueira, afirmando, como personagem da própria história, que o que vai contar é da ordem do incompreensível: “Nunca pude entender a conversação que tive com uma senhora, há muitos anos, contava eu dezessete, ela trinta.” Como já disse Bento Santiago “Abane a cabeça leitor; faça todos os gestos de incredulidade.” mas, sim, quem conta essa historieta jamais a entendeu. Porque é tonto, limitado, ingênuo? Ou justamente porque não é nada disso?


    Este conto também é responsável por nos oferecer uma das personagens femininas machadianas mais fascinantes e intrigantes: Dona Conceição, a mulher casada de trinta anos, traída pelo marido, que pode aparentar moderação, passividade, nem beleza, nem feiura: “Não sabia odiar; pode ser que não soubesse amar.” Mas que, como por encantamento, tona-se singular, distinta, impressionante: “ela, que era apenas simpática, ficou linda, lindíssima.”


    Para tentar fazer o que o Nogueira não conseguiu (ou não quis fazer, ou seja, entender o que realmente deve ter acontecido às vésperas da Missa do galo), convidamos Wilton Júnior, o Tom, professor da Faculdade de Letras, na área de análise do discurso, e poeta. Falamos sobre o tema do teatro, sobre o desencontro proposital entre a linguagem verbal e o gestual, sobre o domínio da ambiguidade, sobre narradores coniventes e sobre o inconcebível e inominável desejo feminino.


    Sugestões de leitura:

    Tristezas de uma geração que termina, Cilaine Alvez Cunha

    Missa do galo (figura e fundo, a sedução), Lucia Serrano Pereira no livro O conto machadiano – uma experiência de vertigem

    Crítica, deslocamentos e transgressões em Missa do galo de Machado de Assis, Tania T. S. Nunes

    Missa do galo – variações sobre o mesmo tema (coletânea de contos “inspirados” em Missa do galo escritos por Antonio Callado, Autran Dourado, Julieta de Godoy Ladeira, Lygia Fagundes Telles, Nélida Piñon e Osman Lins)


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    - Entrevistado: Tom;

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    1 hr and 42 mins
  • Missa do Galo | Conto
    Jun 1 2026

    Conto “Missa do Galo”, de Machado de Assis, publicado em A Semana, em 12 de maio de 1894, presente no livro Páginas Recolhidas (1899), lido por Eugênia Fraietta.


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    20 mins
  • O Alienista | Entrevista com Luciano Montalvão
    May 19 2026

    Em pleno reinado eufórico do Positivismo, que cooptava as ciências humanas sob a batuta do método das ciências naturais, Machado publica O alienista (vale a nota de tê-lo feito cinco anos antes de Stevenson ter publicado O médico e o Mostro). O alienista é uma crítica dura ao cientificismo estreito e esquemático expondo sem rodeios e “biocos” a desconfiança e o desacordo crítico de seu autor com o Positivismo e seus tentáculos políticos e psíquicos. Como tantos já sabem, o conto-novela acompanha o médico Simão Bacamarte em seu empreendimento obsessivo, delirante e pretencioso do asilo Casa Verde.


    O primeiro golpe sofrido por Bacamarte é a frustração retumbante de seu projeto de descendência com Dona Evarista, a esposa escolhida com base no rigor absoluto das “condições fisiológicas e anatômicas de primeira ordem” exatamente para a única finalidade de “dar-lhe filhos robustos, sãos e inteligentes”, mas que, ao fim e ao cabo, “não lhe deu filhos robustos nem mofinos”. Pelo menos na ficção, devemos essa a Dona Evarista: “a total extinção da dinastia dos Bacamartes”. Por outro lado, é justamente dessa tão fundamental decepção que toda a dedicação do nosso médico se volta para “o recanto psíquico – o exame da patologia cerebral” e decide “meter os loucos na mesma casa, vivendo em comum.”


    O desfecho, célebre, é de uma ironia ao mesmo tempo patética, ridícula e exemplar da captura ideológica do protagonista pela imagem da “convicção científica” do verdadeiro médico. Bacamarte, único exemplar do mais “perfeito equilíbrio mental”, após liberar todos os internos da Casa Verde, se interna a si mesmo: “Dizem os cronistas que ele morreu dali a dezessete meses, no mesmo estado em que entrou, sem ter podido alcançar nada.”


    Boris Schnaiderman diz que “Uma obra literária não é apenas seu texto escrito, mas também todas as leituras que se fizeram dele, todas as interpretações a que deu origem.” Fomos, então, para mais uma leitura de O alienista com o Luciano Alvarenga, psicólogo e psicanalista, e conversamos sobre a loucura como objeto a ser compreendido e classificado, sobre a funcionalidade do indivíduo como critério de saúde mental, sobre como o sofrimento constitui e singulariza o sujeito, sobre DSM e diagnósticos na atualidade e, claro, sobre a atualidade em Machado de Assis.


    Sugestões de leitura

    O que os psiquiatras não te contam, Juliana Belo Diniz

    O alienista, um conto dostoievskiano? Boris Schnaiderman

    A razão/desrazão no alienista: um ensaio em literatura e psicanálise, Lisiane Machado de Oliveira


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    1 hr and 8 mins
  • O Alienista | Conto
    May 18 2026

    Conto “O Alienista”, de Machado de Assis, publicado em A Estação de outubro de 1881 a março de 1882, presente no livro Papéis Avulsos (1882), lido por Eugênia Fraietta e Victor Creti.


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    2 hrs and 19 mins