Páginas do Rio, com Tony Ramos cover art

Páginas do Rio, com Tony Ramos

Páginas do Rio, com Tony Ramos

By: CBN
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O consagrado artista recita trechos de grandes obras literárias ambientadas no Rio de Janeiro, dando voz a personagens e narrativas que capturam a essência da cidade. Sextas, 11h55.Sistema Globo de Rádio Art
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  • Tony Ramos lê trecho de conto de Rubem Fonseca no 33o episódio de Páginas do Rio
    Dec 26 2025
    No 33º episódio do quadro ‘Páginas do Rio’, Tony Ramos dá voz a um trecho do texto ‘A Arte de Andar Nas Ruas do Rio’, de Rubem Fonseca. Na história, os personagens se confundem com a cidade, que deixa de ser apenas o cenário para se tornar um personagem vivo e pulsante na trajetória do protagonista - um escritor andarilho. Rubem Fonseca é contista e romancista, dos mais importantes do Brasil. Morto em 2020 aos 94, escreveu obras clássicas como ‘Agosto’, em que retrata os últimos momentos da vida de Getúlio Vargas e o impacto da trama política na cidade do Rio de Janeiro. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
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    5 mins
  • No 32º episódio do quadro ‘Páginas do Rio’, o homenageado é… o ator Tony Ramos!
    Dec 19 2025
    Desde maio que ele vem dando voz a alguns dos escritores que se dedicaram a escrever sobre a cidade, neste ano em que o Rio é Capital Mundial do Livro. Agora, em ‘Sempre o mesmo neto’, crônica assinada pelo âncora do CBN Rio Leandro Resende, Tony revive alguns dos seus personagens mais marcantes e das histórias que tem com a cidade. Leandro Resende - Sempre o mesmo neto Houve uma época em que sonhar custava dois cruzeiros. Tinha cheiro, gosto e era bonito de ver. Era, também, um segredo. Era uma nota com o rosto de Duque de Caxias, papelzinho amarelado e dobrado que minha avó colocava na minha mão. Um chocolate, um refrigerante e o sonho projetado em uma tela grande, na Vila Maria, em São Paulo. O cinema se chamava Candelária… Anos depois, para onde eu fui, lembraria daquele lugar ao passar por uma igreja, no Centro. Assistia Oscarito, imprevisível e divertido como a vida deveria ser. Era o sonho… Quem sabe um dia? Comecei a imitá-lo, e a tantos outros que me despertaram para essa palavrinha curta, simples, que mudou minha vida: arte. Pequenas plateias riam: será que tenho o dom? Um dia minha avó me deu uma camisa listrada azul e branca, uma calça de tergal azul-marinho e um sapato Paso Doble, com sola de borracha. Fui fazer um teste. Precisava estar aprumado para entrar em todas as casas, por uma tela menor. Aracy, Lima, Laura, Elias, com eles aprendi, fiquei e cresci. E em determinado momento, senti aquele comichão de mudar. Deixo a terra da garoa e meu primeiro pouso na mais maravilhosa das cidades é na Rua Redentor, Jardim Botânico. Minha companheira pára o carro em frente a uma padaria, na Rua Von Martius, abre um guia e traça nossos sonhos: é aqui, neste lugar, que eles continuam. Aqui nossos filhos crescem, chegam nossos netos. Essa é a nossa cidade, cujo mistério desbravo. Não vou só. Ganho outros tantos nomes. O menino da Vila Maria passou por um espelho mágico e virei, veja só, minha avó: Márcio. Sentado nos degraus de um chafariz, na Praça Afonso Viseu, no Alto da Boa Vista, tirei notas de lamento de um trompete. Desci aquelas curvas todas de lá até a Zona Sul, onde mantenho meus encontros regulares com meu segundo lar: o palco. Ele é imorredouro. Passo um ano no bairro da Glória pagando promessas e me torno Zé do Burro. Deixo ele do meu jeito, assim como deixei Getúlio, Boanerges, Riobaldo. Figuras da nossa e da minha história. Eles são múltiplos. Bons, maus, complexos e divertidos. Não me desafiam nunca: me estimulam. Os estudo, discuto com minha companheira e ganhamos os céus. Às vezes literalmente, quando sobrevoei esta cidade pilotando um helicóptero: éramos eu, Quinzinho e João Victor, dois ou três de mim. Fui filho de Helena… E me apaixonei por uma, no Leblon, em meio a tantos livros e às bossas de João Gilberto, Vinícius de Moraes. E de Tom Jobim, que encontrei uma vez na velha churrascaria Plataforma. Ah, este Leblon. Tentei fazer com que o saxofone de Téo balançasse no ritmo do mar que me encanta e acalma. Ali vi uma rua parar, quando a realidade dura e as histórias que conto se tocaram numa mesma tragédia - lugar em que esta cidade também se reconhece.... Fui, eu mesmo, uma Helena. Por um tempo curto, afinal, eu era Cláudio. E nessa confusão, do outro lado de uma tela grande no Largo do Machado, uma avó e um outro menino riram a mesma gargalhada de todo o país, este meu, a quem entrego há tantos aquela palavrinha que Oscarito me ensinou enquanto sonho: arte. Paranaense, paulistano e há tantos anos carioca. Grego, português, indiano. Galã, herói, injustiçado, vingativo, divertido, engenheiro, falido, milionário, apresentador. Radialista. André, Zé Maria… Abel. Antônio. No fundo, o mesmo menino com a nota de dois cruzeiros dobrada na mão. Vó Dodô, acredite: fui, sou e serei tantos. Mas o Rio de Janeiro inteirinho só me chama de Tony. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
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    8 mins
  • Páginas do Rio homenageia a poeta francesa que criou a expressão 'Cidade Maravilhosa'
    Dec 12 2025
    O 31º episódio do quadro Páginas do Rio revela uma poeta francesa que é fundamental para história carioca. Jane Catulle Mendés, a responsável por criar a expressão Cidade Maravilhosa, mundialmente conhecida ao falar do Rio. A trajetória da poeta é revisitada no livro A poeta da Cidade Maravilhosa, do jornalista Rafael Sento Sé. Neste episódio, Tony Ramos dá voz a um dos poemas de La Ville Merveilleuse (publicado em Paris nos idos de 1913), em que Jane Catulle Mendes põe em versos seu encantamento pelo Rio. Learn more about your ad choices. Visit megaphone.fm/adchoices
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    3 mins
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