Episodes

  • A profissão do abridor de letras no Rio Pracuúba grande com Hidaias Freitas - Ecos do Marajó #95
    Feb 15 2026

    No episódio 95 do Ecos do Marajó recebemos Hidaias de Freitas, abridor de letras do rio Pracuúba grande, no município de São Sebastião da Boa Vista. Ele conta como começou a desenhar ainda na escola, aos 12 anos, e como, aos 20, passou a trabalhar profissionalmente pintando letras em embarcações. Hoje, com mais de três décadas de atuação, vive da pintura feita em barcos, placas e outros suportes, atividade que garante o sustento da família.Na conversa, ele explica que aprendeu a técnica de forma autodidata, desenvolvendo um estilo próprio dentro do ofício dos abridores de letras. Também fala sobre as mudanças trazidas pelo Instituto Letras que Flutuam, que ampliou a visibilidade do trabalho e abriu novas oportunidades, inclusive com encomendas para outros estados e países. O episódio aborda trajetória, trabalho e geração de renda a partir de uma prática tradicional da região.

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    16 mins
  • Entre epistemologias: território , saberes e sustentabilidade com Kildren - Ecos do Marajó #94
    Feb 5 2026

    No episódio 94 do Ecos do Marajó recebemos Kildren Pantoja Rodrigues, pesquisador nascido em Belém do Pará e criado entre a capital e a vila de Joanes, no município de Salvaterra. Na conversa, Kildren apresenta sua trajetória pessoal, acadêmica e profissional, marcada pela vivência em territórios do Marajó e pela experiência de circular entre a cidade e uma comunidade tradicional. Ele fala sobre como essa vivência influenciou suas escolhas de estudo, seu interesse pelos saberes locais e sua atuação atual no Ministério do Meio Ambiente, trabalhando com políticas públicas voltadas a povos e comunidades tradicionais.Ao longo do episódio, Kildren compartilha os principais aprendizados de sua pesquisa de mestrado, que analisou como leis e instrumentos legais podem ajudar a proteger os conhecimentos e a cultura das comunidades de Soure e Salvaterra. Ele também fala sobre a criação do Mini Atlas Marajoara, desenvolvido a partir da falta de informações organizadas sobre o território e hoje pode ser utilizado por pesquisadores, educadores e moradores da região. Por fim, apresenta sua pesquisa de doutorado, que busca compreender por que os modos de vida das comunidades tradicionais são considerados sustentáveis, destacando a importância da relação cotidiana com o território e do reconhecimento dos conhecimentos produzidos a partir dessa convivência.

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    25 mins
  • Santos e Espírito Santo, ou católicos e evangélicos no Marajó Com vanda Pantoja- Ecos do Marajó #93
    Feb 1 2026

    No episódio 93 do Ecos do Marajó recebemos a professora Vanda Pantoja, pesquisadora marajoara que compartilha sua trajetória pessoal e acadêmica, desde a infância no município de Portel até a formação na Universidade Federal do Pará e sua atuação como professora universitária. A conversa percorre suas experiências de migração em busca de educação, sua inserção na pesquisa acadêmica e o despertar para os estudos sobre religiosidade, especialmente a partir de sua vivência e investigação sobre o Círio de Nazaré, onde analisa as relações entre fé, mercado e organização social do sagrado.

    Ao longo do episódio, Vanda aprofunda os resultados de suas pesquisas de mestrado e doutorado, com foco nas dinâmicas religiosas na Amazônia marajoara, destacando as relações, convivências e tensões entre católicos e evangélicos nos municípios do arquipélago do Marajó. A professora reflete sobre a presença prática das igrejas evangélicas, as transformações no cotidiano das comunidades, os impactos no campo educacional e o modo criativo como os marajoaras articulam diferentes tradições religiosas.

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    19 mins
  • Escavações arqueológicas em Anajás com Brenda Bandeira Ecos do Marajó #92
    Jan 28 2026

    No episódio 92 do Ecos do Marajó recebemos Brenda Bandeira para uma conversa sobre o projeto Amazônia Revelada e as ações desenvolvidas no arquipélago do Marajó, especialmente no município de Anajás. Brenda é arqueóloga, pesquisadora e discente do Museu Paraense Emílio Goeldi e integra a equipe do projeto, que atua em parceria com instituições de pesquisa e com as comunidades locais. O episódio retoma discussões anteriores sobre as escavações realizadas no rio Anajás e aprofunda o debate sobre a importância da participação comunitária nas diferentes etapas do trabalho arqueológico.


    Ao longo da entrevista, Brenda detalha como o projeto surgiu a partir de uma demanda da própria comunidade de Anajás, envolvendo o resgate, a escavação, a conservação e o restauro de urnas arqueológicas expostas por processos ambientais. Ela destaca que a realização dessas etapas no próprio município é fundamental para aproximar o conhecimento arqueológico da população local, ampliando o acesso aos resultados da pesquisa e fortalecendo a proteção do patrimônio arqueológico e ambiental. O projeto Amazônia Revelada, nesse contexto, busca mapear sítios arqueológicos, contribuir para sua preservação e integrar o conhecimento científico aos saberes e às práticas das comunidades que vivem nesses territórios.



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    11 mins
  • Clube da bike de Breves, "uma cidade redescobrindo a bicicleta" Ecos do Marajó com Zairo Benjó #91
    Jan 22 2026

    No episódio 91 do Ecos do Marajó recebemos Zairo Benjo, professor, ativista ambiental e social, e um dos coordenadores do Clube da Bike de Breves, coletivo que há mais de dez anos atua incentivando o uso da bicicleta na cidade. A conversa parte do pedal para discutir mobilidade urbana, bem viver, estilo de vida e transformações nas cidades marajoaras, tendo Breves como recorte o bate papo.

    Ao longo do episódio, Zairo compartilha como a bicicleta sempre foi um meio de transporte, trabalho e sociabilidade em Breves, como esse espaço foi sendo ocupado pelas motos e por que hoje pedalar é também uma forma de resistência urbana. A partir do olhar de quem percorre a cidade em grupos sobre duas rodas, o episódio aborda economia local, saúde, meio ambiente, políticas públicas e o futuro das cidades, mostrando como pensar a bicicleta é pensar outro modelo de cidade e de relação com o território.

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    15 mins
  • O trabalho de restauração arqueológica em Anajás - Raimundo, Gilmara e Rossimar - Ecos do Marajó #90
    Jan 17 2026

    No episódio 90 do Ecos do Marajó, recebemos Raimundo Teodório, conservador-restaurador do Museu Paraense Emílio Goeldi, Gilmara de Carvalho, professora de História e pesquisadora da área de conservação e educação patrimonial, e Rossimar da Nóbrega, professor e colaborador local da Secretaria de Cultura. O episódio acompanha uma etapa do projeto Amazônia Revelada, dedicada à conservação e restauração de um objeto arqueológico encontrado no sítio Assaytuba, no município de Anajás, no Marajó.

    Ao longo da conversa, os convidados explicam a importância da conservação dos objetos arqueológicos, o processo técnico de restauração da urna e os desafios impostos pela degradação, pela ação da maré e pelo período de estiagem. O episódio também destaca como o trabalho desenvolvido no âmbito do Amazônia Revelada, em parceria com o Museu Paraense Emílio Goeldi, fortalece o reconhecimento, o pertencimento e a valorização da memória e da identidade cultural da comunidade local.

    Este episódio se relaciona com o ODS 11 – Cidades e Comunidades Sustentáveis, especialmente no que diz respeito à proteção e salvaguarda do patrimônio cultural, e com o ODS 4 – Educação de Qualidade, ao promover educação patrimonial, valorização da memória e reconhecimento dos saberes locais.

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    11 mins
  • “Escrever curou algumas coisas em mim” com Ed Carlos Moraes - Ecos do Marajó #89
    Jan 11 2026

    No episódio 89 do Ecos do Marajó recebemos o escritor e educador Ed Carlos, natural de Anajás, que compartilha sua trajetória na educação e na literatura, a partir do trabalho desenvolvido com crianças nas escolas do município. Durante a conversa, ele relembra as origens, o início da escrita como prática pedagógica, a produção de historinhas ilustradas e como esse trabalho contribuiu para o interesse dos alunos pela leitura e pela permanência na escola. Ao longo do episódio, Ed Carlos afirma que a escrita passou a ocupar um papel central em sua vida, sintetizado na frase que dá título ao programa: “escrever curou algumas coisas em mim”.No diálogo, o escritor fala abertamente sobre o período em que enfrentou problemas com o álcool e como a escrita se tornou uma forma de reorganizar a rotina, lidar com a ansiedade e a depressão e encontrar um novo sentido para seguir. O episódio também aborda o livro Resgatando e desenvolvendo valores, a valorização da identidade anajaense e marajoara, sua entrada na Academia Marajoara de Letras e a defesa de uma atuação mais presente nos territórios, com incentivo à cultura, à juventude e à criação de oportunidades no Marajó.

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    13 mins
  • Quando a primeira marajoara da família entra na universidade com Clarice Bruno - Ecos do Marajó #88
    Jan 8 2026

    No episódio 88 recebemos Clarice Souza Bruno, mestranda do Programa de Pós-Graduação em História Social da Amazônia, no campus de Breves. Natural de Melgaço e moradora do rio Mapari grande, Clarice compartilha sua trajetória até a universidade pública e reflete sobre o significado de ser a primeira mulher da família a ingressar no ensino superior federal. Para ela, esse momento representa mais que uma conquista acadêmica: é a realização de um sonho cultivado desde a infância, que envolve sua família, sua comunidade e o território marajoara como um todo.Ao longo da conversa, Clarice apresenta sua pesquisa, que investiga mulheres que chegam à universidade pública como as primeiras de suas famílias, vindas de diferentes territórios marcados por desigualdades sociais e econômicas. A partir de uma perspectiva sensível e situada, ela destaca a universidade como espaço de libertação, pertencimento e produção de conhecimento enraizado no território, reforçando a importância de criar condições de fala para essas mulheres e de pensar a educação como ferramenta de transformação social no Marajó.

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    6 mins