BALAPINA #013 - Panenteísmo
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"Ó Deus Todo-transcendente, que outro nome Te descreve?
Que palavras podem cantar Teus louvores?
Nenhuma palavra Te denota.
Que mente pode sondar Teu segredo?
Nenhuma mente pode compreender-Te.
Único além do poder da fala, tudo o que os homens podem dizer provém de Ti.
Único além do poder do pensamento, tudo o que os homens podem pensar nasce de Ti.
Todas as coisas Te proclamam, as coisas que podem falar e as que não podem.
Todas as coisas Te reverenciam, as que possuem razão e as que não possuem.
O anseio e a dor do mundo inteiro misturam-se ao Teu redor.
Todas as coisas respiram em Ti uma prece, um hino silencioso composto por Ti mesmo.
Tudo o que existe Tu sustentas; todas as coisas, em conjunto, movem-se segundo Tuas ordens.
Tu és o fim de tudo o que é;
Tu és um, tu és tudo;
Tu não és nenhuma das coisas que existem;
Tu não és uma parte nem o todo.
Todos os nomes estão à Tua disposição; como hei de nomear-Te, Tu, o único inominável?
Que afinidade da mente com o céu pode atravessar os véus acima das nuvens?
Misericórdia, ó Deus Todo-transcendente, que outro nome Te descreve?"
— Gregório de Nazianzo