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By: Rosacruz Áurea
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Logon é a revista online da Escola da Rosacruz Áurea. LOGON explora uma nova perspectiva do desenvolvimento do ser humano e das mudanças na sociedade do século 21, que emergem na arte, na ciência e na religião. Visite nosso site: www.logon.media/pt-br© 2020 Spirituality
Episodes
  • #210 O novo pensamento
    Feb 18 2026
    O Novo PensamentoOs pensamentos nascidos de consciências e realidades de existência diferentes, como os daqueles com referências ou orientação espirituais, às vezes parecem completamente ilógicos do ponto de vista da nossa consciência egocêntrica. Eles se baseiam no Amor e na Verdade que irradiam em seu ser a partir do princípio espiritual crescente dentro deles e constroem padrões inteiramente novos e imperecíveis.O Novo PensamentoPara a ciência esotérica, pensamentos são seres vivos, as chamadas formas-pensamento. Essas estruturas circulam no campo energético que envolve cada indivíduo, por meio de seus sentimentos e desejos. Ao mesmo tempo que se conectam a eles, os influenciam. Se um indivíduo deixa de pensar em uma determinada direção, ele para de alimentar a forma-pensamento correspondente. Consequentemente, esta começa a perder energia e “desmaia”. Isso faz com que ela tente influenciar seu criador e “forçá-lo” a pensar novamente naquela direção. Por outro lado, quanto mais se pensa em coisas consideradas importantes, mais fortes se tornam as formas-pensamento correspondentes. Em certo ponto, elas se tornam tão fortes que exercem uma influência irresistível sobre seu criador, os chamados “pensamentos obsessivos”, dos quais é tão difícil se libertar. A tarefa é ainda mais difícil pelo fato de que as formas-pensamento de um indivíduo estão conectadas, em um nível energético, à formas-pensamento semelhantes de todas as outras pessoas. Desse modo, elas se nutrem mutuamente e se agrupam, podendo acumular uma energia enorme. O apoio mútuo dos pensamentos torna muito difícil a tarefa do pensamento puro, pelo qual as pessoas de orientação espiritual se esforçam e que é incomum para muitos. Por isso é que se diz que, além de superar a si mesmo, é preciso também superar o mundo. É também por isso que, se os pensamentos das pessoas de orientação espiritual são puros e dedicados ao seu trabalho pelo mundo e pela humanidade, tais pensamentos têm um efeito tão curativo. Por meio deles, a nuvem de energia dos pensamentos inferiores perde gradualmente seu poder e se purifica. Além disso, o campo energético criado por esses pensamentos puros tem o poder de apoiar os indivíduos em seu caminho espiritual.Os seres humanos constroem padrões de pensamento que os ajudam a alcançar diversos objetivos e a realizar intenções e desejos. Esses padrões são baseados no que percebemos com nossos sentidos, mas a maneira como percebemos e processamos as informações é influenciada principalmente pelo nosso estado de consciência. Sabemos que em nossa consciência somos o centro da realidade do nosso ser, o aspecto mais importante. Nossa consciência é centrada em nós próprios, ou seja, é egocêntrica. Em outras palavras, a autopreservação é o padrão de comportamento lógico e natural do ego de cada um de nós e dá origem a pensamentos correspondentes. É natural que, às vezes, nos sacrifiquemos por nossos entes queridos ou por nossos ideais. No entanto, por exemplo, como nossos parentes estão ligados a nós por laços sanguíneos, se nos sacrificarmos apenas por ideais ou pessoas que selecionamos, isso não é muito diferente de uma forma oculta de autopreservação. O verdadeiro Amor não exclui ninguém.Além da consciência egocêntrica que nos é familiar, as Sagradas Escrituras de todos os povos testemunham, ainda que muitas vezes de forma velada, a existência de outra consciência ainda não manifesta, latente, nos seres humanos. Um exemplo vem de diversos trechos da Bíblia, em que é mencionado que o Reino de Deus está dentro de nós. Isso se refere precisamente ao ser espiritual (divino) que habita em nós, portador dessa consciência. Essa consciência, adormecida, é a consciência onipresente, que vem a ser o oposto exato da consciência egocêntrica, pois sua definição mais simples é que ela está presente em tudo e em todos os lugares. Para despertar essa consciência, as pessoas com orientação espiritual podem aprender a compreender e seguir a voz do silêncio interior, como a denomina Helena Petrovna Blavatsky. A voz dessa consciência que desperta gradualmente e que não se comunica por meio de sons, mas de imagens, impulsos e sentimentos pode ser chamada intuição. Guiados por essa intuição superior, aprendemos a mudar a direção de nossas vidas diárias e a nos orientar para o espiritual. Aprendemos também a compreender e aceitar todas as pessoas e a nós mesmos como somos, sem críticas ou julgamentos, removendo assim as barreiras construídas pela consciência egocêntrica. Isso cria espaço para que o princípio espiritual desperto amadureça, cresça e irradie, sem ser perturbado pela persona que cada um de nós é. Esse comportamento, contudo, só pode ser baseado no princípio espiritual ativo e não pode ser forçado com base na consciência egocêntrica, pois a imposição cria tensão, que ...
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    8 mins
  • #209 Além do arco-íris
    Feb 12 2026

    ALÉM DO ARCO-ÍRIS

    Uma porta de entrada para a vida


    Uma criança muito pequena, em idade escolar, ainda não influenciada pelas ideias e pensamentos do mundo, estava sozinha ao ar livre, sob um céu azul, e pensava:

    “Para onde foram as nuvens de ontem?”

    “De onde virão as nuvens de amanhã?”

    “O que há depois do lugar onde elas flutuam, desaparecem e reaparecem com outras formas?”

    Uma resposta veio do interior da criança, e ela a guardou em si. Veio por meio de uma canção de ninar de que ela se lembrava desde que a ouvira. A criança perguntou a si mesma:

    “Existe um lugar que ouvi falar na canção de ninar…Além do arco-íris, bem lá no alto! Se os pássaros voam sobre o arco-íris, por que então, oh... por quê eu não posso?”

    Essa ideia a acompanhou. Muitos anos depois, na maturidade, a questão ainda ressoava.

    A vida tinha respondido de muitas maneiras diferentes ao longo dos anos, com muitas experiências e rumos distintos, mas somente uma resposta reverberava em seu coração, fazia sentido e parecia verdadeira. A antiga experiência da primeira infância foi a que revelou a porta de entrada para a vida:

    “Busque dentro de si, busque o arco-íris dentro do seu coração”.

    Foto: by Michal Mrozek 0n Unsplash

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    2 mins
  • #208 A lenda do velho homem inabalável e um pequeno galho
    Feb 4 2026
    A LENDA DO VELHO HOMEM INABALÁVEL E UM PEQUENO GALHOA liberdade não reside na pureza, mas na aceitação completa de qualquer vento, qualquer galho e qualquer caos sem resistência interna ou preferência pessoal.Ouvi essa parábola pela primeira vez há alguns anos e, desde então, gosto de contá-la para amigos e entes queridos.Ela é frequentemente atribuída a Bodhidharma (Damo), o primeiro Patriarca da Escola Chan, que trouxe da Índia para a China o ensinamento da visão direta da essência do ser, no século VI.Quando, recentemente, ela me veio à mente mais uma vez, decidi trazê-la para o conhecimento de mais pessoas. Seu tema é a provação final e a mais difícil em nosso caminho. PARTE UMLadrões - O Primeiro TesteEm um dos vales montanhosos da China vivia um homem idoso. Dizia-se que sua mente era tão calma quanto a superfície de um lago de montanha. Nenhuma tempestade conseguia perturbar o reflexo do céu em suas profundezas.Ele não era mestre, não tinha discípulos e não buscava fama. Simplesmente vivia, como fazem aqueles que não têm pressa para chegar a lugar nenhum.Certa noite, ladrões invadiram sua casa. O homem, sentado em meditação, observou-os calmamente enquanto levavam seus parcos pertences.“Levem tudo”, disse ele em voz calma e tranquila. “Só não façam muito barulho.”Impressionados e confusos com seu distanciamento, os ladrões partiram. Traição - O Segundo TesteUm dia, ao voltar para casa, o idoso encontrou a esposa com seu vizinho. Ele apenas acenou levemente com a cabeça, sem alterar sua expressão.“Perdoe-me por perturbar sua paz”, disse e saiu, como se tivesse entrado pela porta errada. Exílio - O Terceiro TesteSeus filhos, para quem honra e status significavam tudo, declararam:“Você é fraco, envergonha nossa família. Vá embora.”“Como quiserem, meus filhos”, respondeu o senhor calmamente.Fazendo uma reverência, pegou seu cajado e sua tigela de esmolas e partiu para as montanhas. No MosteiroQuando chegou no destino ao mosteiro, o homem foi recebido, abrigado e incumbido da tarefa de varrer o pátio.Ele passava os dias varrendo o quintal, limpando folhas e poeira, com movimentos medidos e familiares. A varrição tornou-se uma meditação em ação. Ele não varria pedras, mas a própria mente, e a cada movimento ela se tornava mais vazia e luminosa. Em seu tempo livre, ele se retirava para o fundo do pátio, sentava-se sob uma árvore e meditava, observando a respiração e os movimentos da mente.E nessa calma, nesse silêncio que parecia durar para sempre, o velho homem começou a perceber leves sussurros e movimentos sutis ao seu redor. Sombras se acumulavam onde jamais houvera qualquer pensamento de ansiedade. Imagens surgiam, quase imperceptíveis na luz bruxuleante. Eram os primeiros presságios dos Maras. No budismo, assim como na mitologia europeia e eslava, Maras são demônios que se alimentam dos apegos humanos. O Ataque dos MarasOs Maras começaram a se manifestar com mais clareza, tentando distrair o velho senhor de seu trabalho e meditação. Assumiam formas aterrorizantes e sussurravam sobre o passado. O homem apenas suspirava baixinho, como de costume, a cada varrida da vassoura.Então, mudaram de aparência, surgindo em esplendor radiante e proclamando que estavam diante do maior santo de todos os tempos. Queriam despertar nele o orgulho e a sede de reconhecimento. Mas ele apenas sorriu interiormente e continuou varrendo.Certo dia, quando tinha acabado de limpar o pátio, ele sentou-se sob um antigo pinheiro. Uma brisa suave agitou um galho e um pequeno graveto seco caiu sobre uma pedra próxima a seus pés. Uma sombra cruzou o rosto do velho: uma leve irritação, uma preferência quase imperceptível por ordem e limpeza.Os Maras uivaram em triunfo: não encontraram nele paixão nem medo, mas identificaram uma preferência sutil, seu apego secreto. Naquele exato momento, desencadearam uma tempestade furiosa sobre o pátio, levantando agulhas de pinheiro, poeira e detritos em um vórtice violento, profanando em questão de segundos a obra impecável de limpeza que ele fizera.O homem, então, deu um passo à frente, erguendo as mãos em silencioso desespero.A harmonia interior se quebrou – não maior que um pequeno galho caído! O homem identificou o que estava acontecendo.Ele havia perdido. PARTE DOIS - SignificadoEsta história não trata da derrota de Bodhidharma pois, segundo a tradição, o Patriarca alcançou seu objetivo. Ela revela as armadilhas finais no caminho para a liberdade. É precisamente essa derrota que expõe as correntes mais frágeis que prendem o nosso "eu" e é por isso que ela importa. Vamos examinar isso mais de perto. 1. Filhos e esposa são o apego ao Mundo das FormasOs filhos personificam o ego social: reputação, status, família, honra, opinião pública. O velho se desapega disso facilmente pois vê esses valores como meros rótulos, não como essência. Seu exílio é um ...
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    11 mins
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